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Dicas para escolher jogos e brinquedos para crianças

Televisão a debitar horas de publicidade para “agarrar” miúdos, caixas de correio cheias de panfletos e brochuras reluzentes, e centenas de promoções que prometem levar ao delírio as suas crianças… tanto estímulo… como escolher? Eis cinco dicas fundamentais:

 

1. Se o Natal é das crianças tem lógica que lhes demos os jogos e brinquedos de que eles gostam, não?!?
A questão central é mesmo esta: saber o que os miúdos realmente gostam. E para isso vai ter que fazer um pouco mais do que lhes entregar as comunicações amistosas da Popota e restantes companheiros publicitários e esperar pelas cruzes que assinalam os jogos e brinquedos favoritos de cada miúdo. Lembre-se que brincar e jogar fazem parte da identidade e da cultura de cada criança… e não da cultura da indústria dos brinquedos, nem tampouco dos desenhos animados. Em vez de perguntar “O que é que ele gosta de ver ou está sempre a falar”, pergunte “O que é que ele gosta de fazer?”. Se os seus miúdos têm uma adoração por uma personagem dum desenho animado da TV, há mais opções para além de comprar um jogo/ brinquedo com a cara dessa personagem; porque não comprar um jogo ou brinquedo que reflita um valor ou uma experiência que essa personagem ilustre nas suas histórias?

 

2. O cérebro dos seus miúdos não tem um interruptor!
Uma das implicações deste facto é que o cérebro não se desliga quando eles vão brincar/ jogar ou, dito por outras palavras, todas as experiências contam para o seu crescimento/ desenvolvimento -  e quando se tem menos de 10 anos, as experiências de brincar e jogar são das que mais contam. Mas não se assuste; pergunte-se antes “que experiência irá proporcionar este jogo/ brinquedo aos meus miúdos?”.

 

3. Há vida para além das ilustrações catitas das embalagens!
Um fabricante que se preocupa com a experiência que os “brincadores” vão ter com o seu produto, dir-lhe-á certamente mais na embalagem do que o quão fantástico e emocionante é o seu produto. A) Procure imagens reais do produto e imagine o que vai acontecer quando os miúdos abrirem a caixa (um bom jogo ou brinquedo para crianças é intuitivo… até para os adultos!). B) Leia a descrição do produto e procure pistas sobre o porquê daquele fabricante/ inventor ter desenvolvido aquele produto – se não as houver, é altamente provável que se trate dum produto de “modas” e que acabe rapidamente no armário lá de casa, pois no ano seguinte houve outra publicidade fantástica que voltou a “agarrar” os seus miúdos. C) Verifique a “idade recomendada” e anote esta dica: os testes de segurança têm diferentes patamares de avaliação, conforme as idades a que os produtos se destinam: menores de 1 ano, menores de 3 anos, entre 3 e 6 anos e maiores de 7 anos – um fabricante menos preocupado com a experiência que o produto proporciona provavelmente indicará na embalagem as idades patamar na caixa do seu produto (menores de 1 ano; 3+ e 7+); um fabricante mais preocupado com a experiência que o produto proporciona provavelmente indicará na embalagem as idades que ilustram a verdadeira capacidade e o potencial da experiência daquele produto, ajustada às competências médias das crianças em determinadas idades (por exemplo: 9meses+, a partir dos 2 anos, a partir dos 4anos, etc.). D) Lembre-se que um brinquedo ou jogo tem um impacto ambiental muito relevante no nosso planeta; por isso recomendamos que procure saber: se pelo menos o produto é fabricado em matérias que são recicláveis (indicação obrigatória na embalagem), ou até se eventualmente é fabricado com matérias recicladas ou provenientes de fontes renováveis/ sustentáveis.

 

4. A segurança, hoje e sempre!
Neste momento há literalmente milhares de fabricantes e distribuidores de brinquedos que estão num frenesim para encontrar mercado para os seus produtos. Há fabricantes escrupulosos, mas há uma parte muito importante que não o é; por isso não facilite! Para além dos brinquedos perigosos listados anualmente, a DECO (Associação dos Consumidores) preparou uma apresentação simples e intuitiva com alguns conselhos vitais. Consulte-a aqui.

 

5. Partilhar é possível… e necessário!
Tendo em conta que esta é uma época de partilha, já pensou ter uma conversa com aos miúdos da família, para lhes perguntar quais dos seus jogos e brinquedos querem partilhar neste Natal com outros miúdos. Há dezenas de instituições desejosas para receber o vosso contributo. Se quiser, a pimpumplay dá uma ajuda, através da sua campanha Partilhar é Possível. Saiba tudo clicando aqui

 

Boas Festas... cheias de brincadeiras... divertidas e construtivas! :-)

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