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Os novos Direitos das Crianças

O Dia Mundial da Criança remete-nos para a Declaração Universal dos Direitos da Criança, documento criado para lembrar o mundo que a maneira como a sociedade se organiza para promover a infância é determinante para o futuro desta mesma sociedade. Independentemente da atualidade do documento aqui na pimpumplay quisemos dar o nosso contributo para lançar a reflexão sobre os novos desafios que se colocam às famílias nesta Era, carente de tempo/ disponibilidade e farta em inovação e tecnologia. Aqui fica o nosso mote, que fica a aguardar pela sua discussão e complemento:

 

  1. As crianças têm direito a uma Educação integrada, em que valores humanos, desenvolvimento, bem-estar e aprendizagens formais se cruzem constantemente; Brincar, primeiro; Jogar, a seguir, são formas naturais e essenciais para promover esta perspetiva Educativa. Brincar é a forma natural de uma criança aprender até aos 6 anos de idade; a partir desta idade, o jogo é também uma ferramenta essencial para dar significado às experiências (aprender) e, sobretudo a estimular a vontade de experimentar, tentar e persistir, contornando o erro até ao sucesso.
  2. As crianças têm direito a ter acesso às novas tecnologias, mas de forma regrada. Há estudos que apontam que o acesso prolongado a tablets e smartphones antes dos 3 anos é prejudicial ao desenvolvimento. Para além disso qualquer Educador, Terapeuta ou Pediatra lhe irá dizer que, sobretudo até aos 6 anos, a criança deve ser estimulada numa perspetiva psicomotora, que integre todos os sentidos, as competências motoras, cognitivas e sociais – os jogos e interfaces “digitais” representam apenas uma pequena parte destes estímulos.
  3. As crianças têm o direito a ser tratadas como crianças… até estarem preparadas para serem… adolescentes. “Tratar uma criança como criança” não quer dizer que o Educador deve infantilizar eternamente a relação, fazer todas as vontades no momento que a criança quer e cumprir outras coisas “exigências” que normalmente se admitem aos… bebés! Ser criança implica também ter espaço para crescer e aprender a lidar consigo próprio e com o mundo à sua volta!
  4. As crianças têm direito a rir. Mas também a chorar. Rir - muito; chorar - menos - são expressões essenciais à vida. Rir muito, chorar pouco e aprender a falar sobre as suas emoções são fatores essenciais para o desenvolvimento da inteligência e das competências sociais. As crianças têm por isso direito à felicidade, gerada pelo sucesso pessoal (aquele que se saboreia quando conseguimos concretizar um objetivo pelas nossas próprias mãos); e à frustração, gerada pelo insucesso e pelas contrariedades (que podem ser utilizadas para crescer!).
  5. As crianças têm direito à liberdade. “Liberdade” não quer dizer que se possa fazer o que se quer… quer dizer que se podem tomar decisões e que, progressivamente temos que aprender a lidar com as suas consequências. Os Educadores devem ajudar nestas escolhas, mostrando possibilidades e tentando não “cortar” caminhos.
  6. As crianças têm direito a brincar na rua. A rua lança desafios, abre horizontes, possibilita descobertas… e também tem perigos! Uns são os naturais, com que a criança tem que aprender a lidar, para crescer; outros são perigos que as crianças não entendem e a que nunca deveriam estar expostas – e são estes que os pais/ cuidadores devem verdadeiramente controlar.
  7. As crianças têm direito a descansar adequadamente; a alimentar-se equilibradamente; e a aprender progressivamente a tomar conta de si próprias, descobrindo o caminho saudável para a autonomia.
  8. As crianças têm o direito a saber que não é obrigatório serem “as melhores do mundo”, mas que se devem esforçar para todos os dias serem um pouco melhores do que no dia anterior.

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